Na manhã desta quinta-feira (4), a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais realizaram a operação Guardiões de Areia para investigar crimes ligados a uma mineradora que atua em Teixeiras, na Zona da Mata.
De acordo com as investigações, policiais civis, empresários e até um assessor parlamentar teriam se juntado para favorecer a empresa, recebendo dinheiro de forma ilegal. Para esconder os valores, o grupo usava empresas de fachada e até oferecia segurança privada sem autorização.
Ao todo, foram cumpridos 33 mandados em Teixeiras, Viçosa, Ponte Nova, Rio Casca, Pedra do Anta e Belo Horizonte. O esquema teria movimentado mais de R$ 30 milhões em cinco anos, com contratos fraudulentos e uso de violência e ameaças para manter o controle da região. A organização criminosa, segundo os investigadores, chegou a consolidar um “poder paralelo” na região para garantir seus interesses de exploração do solo e dos territórios.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, armas, documentos, R$ 106 mil em dinheiro vivo e 740 folhas de cheques. Também houve afastamento de servidores, bloqueio de bens e monitoramento de investigados.
A ação contou com sete promotores, quatro delegados e cerca de 70 policiais civis. As investigações continuam para responsabilizar todos os envolvidos.
Texto: Carlos Fernando Ribeiro
Imagem: MPMG
Edição: Fabiano Azevedo
Publicação: Carlos Fernando Ribeiro