No dia 30/05, um sábado, aconteceu em Esmeraldas a 7ª Romaria pela Ecologia Integral. Organizada pela Arquidiocese de Belo Horizonte, a romaria teve o objetivo de refletir sobre a preservação ambiental e a dignidade humana. A contaminação do Paraopeba foi o tema central da caminhada, que contou com a participação de pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho.
Inspirada na passagem bíblica “Que o direito corra como a água e a justiça como um rio perene” (Amós 5,24), a romaria foi da Paróquia Divino Espírito Santo à Igreja de Santa Quitéria, onde foi celebrada uma missa.
Hélia Baeça, moradora de Vista Alegre, ressaltou a importância do Paraopeba às comunidades ribeirinhas. Para ela, as pessoas atingidas sofrem com a “doença do desespero”, pois temem pelo futuro e pela saúde, após contato com o rejeito presente na calha do rio; a “doença da insegurança, por não saberem se conseguirão superar as dificuldades financeiras, as injustiças sociais e políticas vividas desde o rompimento; a “doença da ansiedade”, ao não saber se terão seus direitos garantidos; e a “doença do conflito”, uma vez que as comunidades não participam das decisões.
“Tudo isso são coisas que a gente vem sofrendo, danos que a gente sofre cotidianamente no município e a gente percebe que os governantes, as pessoas, os defensores da ecologia pouco fazem, porque ignoram o dano que está sendo causado nas nossas vidas”
Hélia Baeça, moradora de Vista Alegre
Para ela, encontros como este são fundamentais para o processo de reparação ao conscientizar sobre como as comunidades em Esmeraldas sofrem com os danos do desastre-crime da Vale.
Saiba mais:
- Região 3 presente no ato em memória às vítimas do crime da Vale
- Pessoas atingidas organizam conferência sobre meio ambiente
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- Comunidades atingidas de Esmeraldas reivindicam prioridade no Anexo 2.2
Texto e fotos: Ester Louback
Edição: Fabiano Azevedo e Marcos Oliveira
Publicação: Marcos Oliveira