No último sábado (17), conselheiras e conselheiros do Setor Regional de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) da Região 3 se reuniram na Floresta Nacional de Paraopeba (FLONA), em Paraopeba (MG). Com mediação e apoio técnico da ATI Paraopeba Nacab, o encontro teve como foco a preparação para a 2ª onda de projetos do Anexo1.1.

Ao longo do dia, as pessoas atingidas do Setor Regional participaram de debates sobre a destinação dos recursos, que compreendem os 30% remanescentes da fase piloto. Também foram apresentados os pré-projetos elaborados a partir de ideias e demandas das comunidades. Na parte da tarde, a Entidade Gestora (EG) do Anexo 1.1 realizou formação sobre educação financeira. As atividades foram acompanhadas pela Coordenação de Acompanhamento Metodológico e Finalístico (CAMF).
O Setor Regional dos PCTs é formado por 24 pessoas, sendo quatro representantes de cada um dos seis segmentos de tradicionalidade da Região 3: pescadores artesanais, quilombolas, extrativistas, povos de terreiro, povos originários e guardas de congado.

Cultura como estratégia para o fortalecimento coletivo
Durante os debates em grupo, a valorização da cultura foi destacada como uma estratégia importante para a união e o fortalecimento dos PCTs. As pessoas participantes ressaltaram a importância de promover encontros, do reconhecimento das festividades tradicionais, e da criação de espaços de troca de experiências entre os diferentes segmentos.

Pessoas atingidas relatam problemas no atendimento do Crédito Solidário
A formação realizada pela EG abordou temas como endividamento, orçamento doméstico, crédito e juros. Durante a atividade, as pessoas atingidas puderam tirar dúvidas sobre ferramentas financeiras disponibilizadas por bancos comerciais, como cartões de crédito, e compartilhar experiências sobre finanças.

Participantes também aproveitaram o momento de diálogo com a EG para apresentar questionamentos sobre o atendimento do Crédito Solidário nos territórios durante as rodadas de cadastro para acesso às linhas de crédito e microcrédito. Entre as reclamações, foram relatadas falta de informações, orientações consideradas confusas e falas da equipe de atendimento percebidas como ríspidas.
Texto e fotos: Ariane Silva
Edição: Fabiano Azevedo
Publicação: Ariane Silva