Na tarde desta terça-feira, 12 de novembro, membros das Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) participaram de uma entrevista com representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para levar as principais perguntas das pessoas atingidas sobre o anúncio da redução de valores do Programa de Transferência de Renda (PTR), feito pela instituição no dia 8 de novembro.
Participaram do encontro o Gerente Executivo da FGV e Coordenador Adjunto do Projeto de Gestão do Programa de Transferência de Renda, André Andrade, e a Coordenadora Executiva FGV Projetos e Coordenadora de Relacionamento do PTR, Marcela Galvani, além da Assessora de Comunicação da FGV-PTR, Andrea Castello Branco.
André Andrade respondeu às principais perguntas realizadas pelos membros das ATIs e explicou que a redução gradual do PTR, que terá início em março de 2025, é fruto de sete estudos realizados pela FGV. De acordo com o Gerente Executivo, os estudos levaram ao formato e valor de corte anunciado, ou seja, 50% do valor atual que os adultos recebem, sendo que não haverá redução nos valores que são repassados para as crianças e adolescentes.
Dentre as perguntas que as pessoas atingidas mais enviaram para as ATIs estão:
“A Fundação Getúlio Vargas realizou sete estudos. O último deles com seis cenários diferentes. Todos eles dirigidos por perguntas feitas pelas Instituições de Justiça e no final as escolhas caíram em opções que protegiam as pessoas mais vulneráveis. Entendemos que, nesse caso, os mais vulneráveis são as crianças e adolescentes que não tem a possibilidade de buscar uma renda suplementar, que venha substituir o PTR na vida delas, dependem completamente dos pais e não e não podem trabalhar, de acordo com a legislação brasileira”
“O direito adquirido não será atingido pela redução das parcelas. Por exemplo, quem entrou nesse mês no PTR e tem parcelas a receber desde novembro de 2021 terá o direito de receber o valor integral do PTR até fevereiro de 2025, todo o retroativo dele será pago pelo valor original do PTR e somente as parcelas de março de 2025 em diante é que terão redução. Da mesma forma que o corte não afeta o pagamento do passivo do Pagamento Emergencial, que será pago de acordo com o valor do salário-mínimo vigente da época. Então, a nossa conta de projeção do PTR já considera tanto o pagamento do valor integral do retroativo do PTR, quanto o pagamento integral dos devidos do Pagamento Emergencial”
“Quem entrar a partir de agora no PTR continua tendo os mesmos direitos de quem entrou antes. O PTR tem essa vantagem, quando você entra depois você não perde para quem entrou antes. Ele não é um programa que você começa a receber valores referentes à data de sua entrada. Você recebe também os valores retroativos devidos a você desde novembro de 2021”
“Aconteceu que, ao longo do tempo, é que acumulamos muitos pedidos de PTR que tinham exigência de documentos e que essas pessoas não supriram ao longo desse tempo, mesmo com os avisos que a fundação mandou por e-mail, SMS ou ligação telefônica dizendo dessa pendência documental. Então foi feito uma consulta às IJs, que concordaram com o procedimento, para fazer notificações para que as pessoas cumpram as necessidades documental e não cumprindo em 30 dias o requerimento será indeferido. Mas é claro que qualquer indeferimento cabe recurso. Mesmo a pessoa perdendo o prazo para complementar a sua documentação ela pode, após o indeferimento, apresentar um recurso juntando os documentos que comprove o seu direito ao PTR”
“A gente tem cinco postos físicos de atendimento no território, nas cinco regiões abrangidas pelo PTR, sendo em Brumadinho, Betim, Esmeraldas, Pompéu e um em Felixlândia. Além desses postos físicos, nós temos cronograma das equipes volantes que visitam presencialmente as comunidades atingidas. Temos também um call center (0800 032 8022), a ouvidoria por e-mail (ouvidoriaptr@fgv.br) e o Fale Conosco do site (fgv.ptr.br)”
Para ouvir as principais respostas dos representantes da FGV clique aqui.