No dia 03/09, a Justiça Federal condenou a Samarco e três ex-gerentes da mineradora por crimes ligados ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, revertendo parcialmente a absolvição determinada em 2024, já que a decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) ainda cabe recurso.
Após análise dos recursos do Ministério Público Federal (MPF) e de famílias das vítimas, o tribunal responsabilizou criminalmente a Samarco e três pessoas da gestão operacional da empresa, no momento do desastre-crime.
Como pena à Samarco, o tribunal definiu multa de R$ 1 milhão, valor que será destinado ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, e proibiu a mineradora de contratar com o poder público, no período de 10 anos.
A empresa foi responsabilizada por poluição seguida de morte e danos a unidades de conservação, enquanto os três ex-gerentes foram condenados por inundação seguida de morte.
Crime tirou vidas e atingiu o Rio Doce
Em 05/11 de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, estrutura da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP, no município de Mariana, liberou uma quantidade enorme de rejeitos de mineração nas comunidades próximas, chegando à Bacia do Rio Doce.
O desastre-crime causou 19 mortes e impactos ambientais em Minas Gerais e no Espírito Santo, chegando até o oceano Atlântico, através do Rio Doce. Além de tirar vidas, o rompimento impactou negativamente a rotina de pessoas e comunidades, que perderam suas moradias, atividades econômicas, fontes de renda e há mais de 10 anos lutam por justiça e reparação.
Texto, áudio e publicação: Marcos Oliveira
Foto: Antonio Cruz (Agência Brasil)
Fonte: IG