Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, desastre-crime que vitimou centenas de trabalhadores da Vale, a reparação integral é demanda das famílias com vítimas fatais e das demais pessoas atingidas na bacia do Paraopeba até o lago de Três Marias.
E no dia 25/01 aconteceu a 7ª Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho, tradicional ato em homenagem e memória às vítimas do desastre-crime, ocorrido em 2019, em uma caminhada e série de ações que reúnem a comunidade, pessoas atingidas e movimentos sociais, em um sentimento de solidariedade e luta por justiça.
“Pra mim é muito triste e emocionante estar aqui ao mesmo tempo, trazendo um abraço às famílias, por conta das 272 vidas. São sete anos de tragédia”
Vera Lucia Ferreira, da comunidade de Facão (Florestal)
Dom Francisco Cota, bispo diocesano de 7 lagoas, integrante da Comissão Especial para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM) afirmou: “Não vamos nos calar. Indenizar não significa que fez justiça. Como se o passivo socioambiental não contasse, como se a violência aos territórios não significasse nada. Como se as vidas perdidas e os danos ambientais não fossem nada para a Vale.”
Organizada pelo Vicariato Episcopal para a Ação Social, Política e Ambiental (Veaspam), pela Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário (RENSER) e pela Arquidiocese de Belo Horizonte, em parceria com a AVABRUM (Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos), a Romaria foi encerrada com a soltura de balões, às 12h28, horário exato do rompimento, em homenagem às 272 pessoas vitimadas pelo crime da Vale.
Texto e fotos: Iara Milreu
Edição e publicação: Marcos Oliveira