Neste sábado, 25/07, teve início o curso de gastronomia para a Guarda de Urucuia, em Esmeraldas. A iniciativa faz parte do Anexo 1.3 do Acordo de Reparação firmado entre a Vale, o Ministério Público, a Defensoria Pública e demais Instituições de Justiça após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 2019.
O curso não tem apenas caráter formativo, mas também potencial para gerar renda e criar oportunidades de trabalho. A expectativa é que os participantes possam transformar os conhecimentos adquiridos em atividades produtivas, como a produção de quitandas, o fornecimento para comércios locais e a criação de pequenos empreendimentos familiares.
Segundo o professor Márcio Campolina (Pai Marcinho), a formação será desenvolvida a partir da culinária básica, abrangendo as cozinhas brasileira, japonesa, italiana, francesa e nordestina, além de outras atividades como harmonização de drinks, panificação e doceria.
Izadora Ferreira, liderança da Guarda de Urucuia, está animada com o início do curso. Ela pontua sobre a tradição culinária da Guarda,
“O motivo pelo qual escolhemos a gastronomia é que é algo que vem de família, está no sangue”
Izadora Ferreira, Congado de Urucuia
Ela acrescenta que o curso é também uma oportunidade de aprendizado mútuo, pois pessoas que não fazem parte da Guarda, mas também residem em Urucuia, estão participando da atividade formativa: “Nós vimos pessoas que a gente conhece lá do bairro e é muito legal porque cada um tem uma experiência diferente, uma história… então, além de estar cozinhando, um vai aprendendo com o outro e um vai ensinando para o outro”. Em Urucuia, as aulas são previstas para finalizarem em março de 2027, sendo os encontros realizado quinzenalmente.
Os cursos foram escolhidos pelos próprios Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e são vistos como uma conquista, já que foram anos de luta em busca da garantia dos direitos dos PCTs para o acesso das ações formativas processo de reparação da Bacia do Paraopeba.
