O projeto “Animais para Agroecologia: construindo sustentabilidade e autonomia com famílias de áreas em conflitos socioambientais” teve início às suas atividades com a realização de Intercâmbio Agroecológico e visitas técnicas, entre os dias 24 e 26 de março, em diferentes territórios de Minas Gerais.
As ações ocorreram no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus São João Evangelista, na Aldeia Kana Myhay Pataxó, no município de Carmésia, e na comunidade quilombola de Córrego Frio, em Paulistas. Os encontros reuniram comunidades tradicionais, estudantes, professores e a equipe técnica do projeto, marcando o início da atuação nos territórios.
Início das atividades nos territórios
As atividades configuram as visitas iniciais do projeto, desenvolvidas a partir da metodologia de intercâmbio agroecológico, que prioriza a troca de saberes, o diálogo entre diferentes sujeitos e o reconhecimento das práticas já existentes nas comunidades.
No dia 24 de março, o intercâmbio realizado no IFMG – São João Evangelista contou com a participação de lideranças das comunidades quilombolas de Córrego Frio (Paulistas) e São Félix (Cantagalo) e lideranças das comunidades indígenas da Aldeia Kana Myhay Pataxó e Aldeia Imbiruçu Pataxó, de Carmésia, além de docentes e estudantes da instituição e da equipe técnica do projeto. A atividade teve como foco a validação das demandas previamente levantadas, interesses e potencialidades para o fortalecimento da criação animal de base agroecológica nos territórios onde serão desenvolvidas as atividades.
No dia 25, a equipe do projeto esteve na Aldeia Kana Myhay Pataxó, em Carmésia, e Aldeia Imbiruçu, junto às lideranças indígenas, professores, estudantes e beneficiárias e beneficiários diretos e indiretos do projeto . A atividade foi marcada por rodas de conversa, apresentação do projeto e caminhadas pelo território, promovendo a escuta das comunidades e a identificação de práticas produtivas e culturais locais, além de visitas técnicas às propriedades participantes.
No dia 26 de março, foi a vez da comunidade quilombola de Córrego Frio, em Paulistas, e da comunidade quilombola de São Félix. A atividade incluiu momentos de escuta das lideranças, caminhada pelo território e observação de experiências produtivas, evidenciando o protagonismo comunitário e o envolvimento de jovens nas práticas agroecológicas, repetindo a metodologia do dia anterior.
Parcerias e construção em rede
Os intercâmbios contaram com a participação de uma rede de parceiros, incluindo docentes e estudantes do IFMG, equipe técnica do projeto, representantes do NACAB, da Organização Cooperativa de Agroecologia (OCA) e mobilizadores de campo.
Além das atividades em campo, também foi realizada uma reunião institucional com a direção do IFMG, fortalecendo a parceria para o desenvolvimento de ações conjuntas de formação, extensão e apoio técnico às comunidades.
Fortalecimento da agroecologia
As visitas iniciais evidenciaram que os territórios já possuem uma base importante de conhecimentos e práticas agroecológicas, especialmente no manejo de quintais produtivos, uso de plantas medicinais e criação de animais.
O projeto se insere nesse contexto com o objetivo de fortalecer essas práticas, ampliar capacidades técnicas e contribuir para a autonomia das famílias, respeitando os saberes tradicionais e incentivando a construção coletiva de soluções.
Ao iniciar suas ações por meio de intercâmbios, o projeto reafirma o compromisso com uma atuação participativa, baseada no diálogo e na valorização dos território.
Os primeiros intercâmbios do projeto Animais para Agroecologia reuniram comunidades, estudantes, professores e equipe técnica em momentos de troca, escuta e construção coletiva. As atividades marcaram o início da atuação nos territórios, apresentando a proposta e identificando demandas e potencialidades para o fortalecimento da agroecologia. Veja mais no vídeo ao lado
Texto: Carlos Fernando Ribeiro de Souza
Vídeo e edição: Carlos Fernando Ribeiro de Souza
Publicação: Carlos Fernando Ribeiro de Souza
Foto: Nacab e Oca


