Paraopeba

Monitoramento das águas tem desempenho mais baixo desde 2021 

Queda foi apresentada em reunião com a auditoria socioambiental que também falou sobre as ações de reparação e compensação socioambiental na bacia do Paraopeba

O programa de monitoramento das águas e sedimentos, de responsabilidade da Vale, registrou um desempenho de 96,4% – índice mais baixo desde 2021. Foram detectadas falhas nas coletas de campo, como a falta de materiais, equipamentos inadequados e fichas incompletas.  

Esta queda chama a atenção, pois indica que o novo laboratório, contratado pela Vale, ainda não se adaptou ao trabalho de campo, operando sem materiais ou com equipamentos inadequados. A Aecom, auditora socioambiental, recomendou o treinamento do laboratório, para evitar falhas técnicas que possam comprometer a confiança nos resultados e a segurança da população.  

Além disso, o acompanhamento dos poços segue como medida essencial de proteção, já que os Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE) seguem em ritmo lento, com as coletas de água previstas para o segundo semestre de 2026 e o primeiro de 2027, na Região 3, com prazo adicional para as análises em laboratório.

“O rigor no monitoramento da água é a principal e imediata garantia para a segurança das famílias atingidas”

Graziely Lima, da ATI Paraopeba Nacab

Remoção de rejeitos do Paraopeba pouco avança

A atividade de dragagem do Trecho 1 (km 0 a 3) foi dada como concluída, mas seu fim está previsto para setembro, pois são necessárias investigações complementares para o devido encerramento. Já o Trecho 2 (km 3 a 6) teve a licença ambiental emitida em 25/06 e a dragagem foi iniciada no dia 29 do mesmo mês, representando um atraso de aproximadamente 44 dias, cujo impacto no cronograma ainda precisa ser avaliado, mas com o risco de uma perda de prazos em cascata. 

Segundo informações da Aecom, a Vale manifestou-se sobre a inviabilidade da remoção dos depósitos de rejeitos em determinados pontos entre os trechos 2 e 3, o que deixaria esse material no rio e nas margens. A auditoria e os órgãos ambientais ainda precisam validar essa avaliação. 

Clique aqui e leia o relatório completo sobre a reunião com a auditoria socioambiental, realizada em julho de 2026, onde estão detalhados pontos de atenção sobre o serviço de caminhões-pipa, a situação dos poços e da água subterrânea, mais o andamento do Anexo 2.2, de compensação socioambiental dos danos conhecidos. 

Saiba mais:

Texto: Marcos Oliveira
Edição: Fabiano Azevedo
Publicação: Marcos Oliveira

Foto: Marcio Martins