Entre os dias 16/06 e 15/07, a ERM, empresa responsável pelos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), realizou 33 reuniões de apresentação na Bacia do Paraopeba.
Sobre os encontros da Região 3, a AECOM relatou que os trabalhos com a comunidade tradicional do Shopping da Minhoca precisarão seguir um protocolo de Consentimento e Consulta Livre, Prévia e Informada (CCLPI), em respeito à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a partir de procedimentos e decisões que levem em consideração as particularidades e modos de vida da comunidade.
Além disso, a auditoria informou que a comunidade de Taquaras, em Esmeraldas, se autoidentificou como comunidade tradicional e que o município de Brumadinho começou a receber as respostas sobre a primeira fase dos ERSHRE, realizadas pelo Grupo EPA até 2025.
A ausência de informações conclusivas sobre os estudos vem causando, nas pessoas atingidas da bacia do Paraopeba, um sentimento de cansaço, sobretudo diante da lenta condução de todo o processo. Ainda assim, permanece a expectativa pelos resultados dos ERSHRE, pois as comunidades seguem expostas, há mais de sete anos, aos riscos de contaminação.
“Os ERSHRE podem dizer se as pessoas atingidas estão expostas a riscos ao entrarem em contato com a terra, a água e a poeira em seus territórios, assim como podem dizer se elas estão expostas a algum risco quando plantam, consomem pescado ou estão em contato com animais do território”
Graziely Lima, da ATI Paraopeba Nacab
Estudo sobre a qualidade dos alimentos produzidos
No dia 30/06, a COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) entregou o Plano de Trabalho para aplicação dos questionários para o Estudo da Produção Agropecuária e do Pescado na Bacia do Rio Paraopeba.
Após análise da AECOM, o plano foi enviado para avaliação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA/MG) e a expectativa é que seja aprovado até setembro de 2026, viabilizando o início das pesquisas nas comunidades. O cronograma dos estudos poderá ser acompanhado no Portal da AECOM.
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Texto, áudio e publicação: Marcos Oliveira
Edição: Fabiano Azevedo
Foto: Marcio Martins